Sua Equipe Voltou. O Escritório Estava Pronto para Recebê-la?
O Gensler Research Institute acaba de publicar a edição de 20 anos do seu Global Workplace Survey — e os dados são incômodos para qualquer gestor de facilities ou RH: apenas 26% dos trabalhadores afirmam que seu ambiente atual os ajuda a fazer seu melhor trabalho.
Não estamos falando de satisfação. Estamos falando de performance. E o gap é enorme.
O Paradoxo do Retorno ao Escritório
A pesquisa, conduzida com 16.800 trabalhadores em 15 países e 10 indústrias, revela que globalmente os colaboradores passam cerca de 55% da semana no escritório — mas afirmam precisar estar lá 65% do tempo para trabalhar com qualidade. Ou seja: não é que as pessoas fujam do escritório. É que o escritório não entrega o que elas precisam.
O motivo? Falta de espaços privados, ambientes barulhentos e incapacidade de controlar iluminação e ruído. Três problemas com solução direta em mobiliário e layout.
O Dado Que Muda Tudo: Autonomia de Espaço
O dado mais importante da pesquisa Gensler 2025 é este: trabalhadores com alta autonomia de escolha — ou seja, que podem decidir onde e como trabalhar dentro do escritório — são 2,5 vezes mais produtivos e quase 3 vezes mais propensos a considerar o local como ótimo lugar para trabalhar.
Autonomia de espaço não significa trabalhar de qualquer lugar. Significa ter opções reais dentro do ambiente corporativo: uma mesa de foco fechada, um lounge para reuniões informais, um pod acústico para chamadas, uma área aberta para colaboração.
Isso só é possível quando o mobiliário foi pensado estrategicamente — não apenas comprado por quantidade.
Retenção Começa no Ambiente
A pesquisa Gensler revela uma correlação direta entre qualidade do espaço e retenção: funcionários em ótimos ambientes de trabalho são quase 3 vezes mais propensos a permanecer na empresa, sentir que suas contribuições são valorizadas e acreditar que o ambiente suporta seu crescimento.
E o dado mais revelador: 90% dos colaboradores que gostam do seu espaço de trabalho são orgulhosos de trabalhar na empresa — contra apenas 47% dos que se sentem desconectados do ambiente.
A diferença entre 47% e 90% de orgulho não está no salário. Está no espaço.
O Que Isso Significa na Prática?
Para gestores de facilities e RH, a mensagem é clara: o escritório não pode ser um ambiente genérico. Precisa oferecer o que chamamos de “abundância proposital” — o conjunto certo de espaços para que cada pessoa encontre o que precisa para trabalhar bem naquele dia.
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- Zona de foco: mesas individuais com divisórias acústicas, cadeiras ergonômicas, controle de iluminação
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- Zona de colaboração: mesas modulares, bancos, superfícies de escrita, integração de tela
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- Zona de transição: lounges, poltronas, bistrôs — para conversas rápidas e reuniões informais
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- Zona de rejuvenescimento: café, sofás, área biofílica — para recarregar sem sair do escritório
Conclusão
O retorno ao escritório não é automático — é conquistado. E é conquistado com ambiente. Se sua empresa investiu em políticas de presença mas não investiu no ambiente físico que justifica essa presença, está deixando produtividade e talentos na mesa.
Os dados do Gensler 2025 são claros: o problema não é a resistência das pessoas ao escritório. É o escritório que ainda não foi projetado para acolhê-las de verdade.
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